Eixos de Atuação

COMBATE AO
ENCARCERAMENTO
EM MASSA E POLÍTICAS
DE DESENCARCERAMENTO
Apesar da vedação constitucional e legal, persistem no Brasil sistemáticas violações no contexto do sistema de justiça criminal. Superlotação, falta de alimentação adequada da população privada de liberdade, dificuldades de acesso à justiça, sujeição à tortura e outros tratamentos desumanos e cruéis são manifestações de uma política de Estado que privilegia a prisão como principal forma de resolução de conflitos e atinge, sobretudo, a população negra. Políticas que visem o desencarceramento e a luta contra a política criminal vigente devem ser priorizadas em detrimento de qualquer medida que implique em endurecimento do Estado penal.

Segurança pública
e direitos humanos
A violência é um fenômeno de várias faces e de múltiplas causas. Contudo, o combate à violência no país tem sido realizado apenas pelo viés repressivo, que tem se mostrado incapaz de diminuir os índices de criminalidade. Esse tipo de resposta apenas aprofunda desigualdades estruturais e retroalimenta, ainda mais, um sistema de justiça penal amplamente racista, seletivo e punitivo.
A Rede Justiça Criminal defende um modelo de segurança pública que priorize grupos mais vulneráveis e que passe pelo desenvolvimento de políticas públicas transversais de raça, classe e gênero que assegurem os direitos básicos.

Enfrentamento
ao racismo
A criminalização da população negra tem raízes longínquas no Brasil. Não podemos questionar que o punitivismo penal, que encarcera prioritariamente um mesmo perfil populacional – jovens negros e negras, pobres, com baixo nível de escolaridade e moradores das periferias – sem denunciar o imbricamento das discriminações de raça e classe que determinam as relações sociais no país. O sistema de justiça penal e as políticas de segurança pública no país refletem e reforçam práticas racistas, classistas e excludentes, que alimentam o encarceramento em massa e o genocídio da população negra.

Prevenção e combate
à tortura
O Brasil é signatário de diversas leis e tratados internacionais que buscam combater e prevenir casos de tortura, ato cruel e degradante, que fere a dignidade da pessoa humana e que ainda ocorre com frequência no país. Seu combate e sua prevenção exigem o compromisso das autoridades governamentais em acabar com a prática, o fomento de uma cultura social avessa à violência e ao punitivismo e o apoio irrestrito às vítimas.

Democracia e direitos
A defesa e a qualificação da democracia são essenciais para a promoção de direitos e garantias fundamentais. O seu aprimoramento e o rechaço a ataques que visem a sua fragilização são essenciais na luta contra desigualdades raciais, econômicas e de gênero e em prol de uma sociedade pautada no respeito aos direitos humanos.