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Nota Pública, Segurança Pública

Segurança pública não se faz com sangue 

Publicado em: 29/10/2025
Escrito por: Rede Justiça Criminal

A chacina que se desenrola desde as primeiras horas desta terça-feira (28), nos complexos de favelas do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, inscreve-se em um longo e trágico histórico de matanças cometidas por forças policiais no estado — apresentadas, equivocadamente, como política pública. Até o momento, já são 121 pessoas mortas em uma única operação — a mais letal da história do Rio de Janeiro. 

Organizações de direitos humanos repudiam a chacina e denunciam a adoção de uma doutrina de guerra como política de Estado. O documento, assinado conjuntamente por mais de 90 organizações, lembra que o Manual da ONU sobre o Uso da Força proíbe ações desproporcionais e sem precaução, princípios que o governo do Rio vem sistematicamente violando.

O resultado se expressa em um completo estado de insegurança aos cidadãos, onde passam a ocupar o lugar de reféns tanto da ação violenta do Estado, quanto das retaliações produzidas pelas lideranças do tráfico. Não há justificativa para que uma política estatal continue a ser conduzida a partir do derramamento de sangue. A segurança pública deve garantir direitos, não violá-los.

Confira a nota completa aqui.